• Green FIDC, primeiro instrumento acelerado no Brasil, contribuiu com USD 50 milhões do montante com conclusão da captação esse ano
  • Laboratório Global de Inovação em Finanças Climáticas já desenvolveu 55 instrumentos em áreas como agricultura sustentável, energia limpa e adaptação
  • Inscrições para novas ideias inovadoras para 2022 estão abertas até 22/12

Londres – O Laboratório Global de Inovação em Finanças Climáticas (Global Innovation Lab for Climate Finance – o Lab), anuncia hoje que superou a marca de USD 3 bilhões em investimentos sustentáveis em economias emergentes. O número é resultado do capital mobilizado pelos 55 instrumentos financeiros lançados globalmente pelo Lab desde 2014.

O Green FIDC, primeiro instrumento acelerado no Brasil, faz parte dessa conquista contribuindo com USD 50 milhões do montante global de USD 825 milhões que tiveram captações realizada esse ano. O Brasil tem sido estratégico para iniciativas. Ao todo, foram 10 instrumentos lançados no país desde a criação do programa brasileiro, em 2016.

“A COP26 reforçou a necessidade urgente dos investidores escalarem suas ambições climáticas. O Lab oferece um amplo portfólio de oportunidades inovadoras e de impacto, abordando algumas das barreiras de mercado mais difíceis que inibem o investimento climático em economias emergentes”, aponta Barbara Buchner, diretora-geral global do Climate Policy Iniciative, que gerencia o Lab.

O Lab é um programa de aceleração voltado para empreendedores em finanças climáticas que desenvolve e lança soluções inovadoras capazes de destravar investimentos sustentáveis em mercados emergentes. A rede do Lab inclui mais de 70 investidores e instituições públicas e privadas, que ativamente atuam na seleção e desenvolvimento das ideias.

Os USD 3 bilhões incluem USD 416 milhões em investimentos feitos por membros do Lab e USD 2,7 bilhões catalisados de outros investidores. Os recursos privados representam mais de USD 850 milhões, um número que cresce na medida em que os instrumentos continuam a ganhar escala.

Confira os anúncios mais recentes de captação dos instrumentos:

Climate Investor Two: os gestores do fundo levantaram USD 675 milhões para fornecer expertise, tecnologia e financiamento para projetos de infraestrutura em mercados emergentes na região da África, Índia e Ásia, mobilizando financiamento do setor privado em escala. Com base no foco e na experiência do Climate Investor One em energia renovável, esta segunda etapa foca em infraestrutura de água, saneamento e oceanos

Green FIDC: o primeiro FIDC [Fundo de Investimento em Direitos Creditórios] emitido como título climático no Brasil levantou USD 35,8 milhões para projetos de energia limpa e eficiência energética. Com base no modelo do Green FIDC, o Green CRI [Certificado de Recebíveis Imobiliários] arrecadou USD 14,3 milhões, totalizando USD 50 milhões, equivalente a cerca de R$ 281,6 milhões).

CRAFT: o Green Climate Fund aprovou USD 100 milhões para o CRAFT para aumentar o financiamento da adaptação e acelerar o desenvolvimento, a aplicação e a transferência de tecnologias do setor privado em adaptação e resiliência climática.

Inscrições para programa de aceleração

Empresas com agenda ESG, ONGs, instituições financeiras, entidades e proponentes de qualquer outra natureza podem apresentar ideias inovadoras de soluções financeiras e de impacto para aceleração do Lab. A instituição está com inscrições abertas para o ciclo de aceleração de 2022 até às 22h (de Brasília) do dia 22 de dezembro no site do Lab.

As ideias selecionadas serão anunciadas em março de 2022. Não há restrição do perfil de proponentes, sendo aceitas ideias desde empresas com metas ESG, ONGs, entidades, instituições financeiras, etc.

Em 2022, o Lab vai acelerar até sete ideias de instrumentos financeiros. Três com foco setorial: um em sistemas sustentáveis de produção de alimentos, outro em adaptação climática e mais um em prédios sustentáveis. Três vagas são para os programas regionais do Brasil, da Índia e da África Austral (que inclui Angola e Moçambique). A sétima vaga é para a melhor ideia independente do setor ou da geografia.

As propostas são selecionadas com base em quatro critérios: capacidade de ação, inovação, potencial catalisador e sustentabilidade financeira. Essas ideias recebem sete meses de consultoria para desenvolvimento, design e análise de mercado. Além disso, contam com o apoio da rede de líderes de instituições públicas e privadas e também dos especialistas do Climate Policy Initiative.

Em 2021, das seis ideias globais, duas das escolhidas foram do Brasil: o Guarantee Fund for Biogas (GFB), primeiro fundo de garantia ambiental do país, proposto pela Associação Brasileira de Biogás (ABiogás) e o Amazônia Sustainable Supply Chains Mechanism (AMSSC), fundo de crédito para fornecedores de insumos com práticas sustentáveis na Amazônia, proposto por Natura e Mauá Capital. Juntas, as iniciativas estimam destravar inicialmente cerca de USD 100 milhões em investimentos sustentáveis.

Sobre o Lab

O Global Innovation Lab for Climate Finance identifica, desenvolve e lança instrumentos financeiros inovadores que podem direcionar bilhões em investimentos privados para ações sobre mudança climática e desenvolvimento sustentável. Em 2021, recebeu o UN Global Climate Action Awards. O Lab é financiado pelos governos da Alemanha, Holanda, Suécia e Reino Unido, além da Fundação Rockefeller. A gestão é do Climate Policy Initiative.

Contato

Júlio Lubianco
julio.lubianco@cpiglobal.org
+55 21 964637061

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