Climate Smart Cattle Ranching (CSCR)

About

Context

Brazil is the world’s largest beef producer and second largest beef exporter. As such, cattle ranching activities have caused up to 90% of Brazil’s recent deforestation, and around 75% of country-wide greenhouse gas emissions contributing to climate change. Furthermore, almost all Brazilian cattle are grazed on degraded pastures, resulting in very inefficient land use for cattle farming.

Sustainable cattle ranching practices pose both environmental and economic benefits: Cultivating on restored pastures in degraded areas can eliminate pressure from deforestation, increase productivity, and produce higher quality, higher yield beef. However, most ranchers in the Amazon can’t implement sustainable ranching techniques as they lack upfront capital and are still in the process of obtaining land titles that would otherwise serve as loan collateral.

Approach

Climate Smart Cattle Ranching will increase the supply of deforestation-free beef from the Amazon by providing financial and technical assistance to ranchers that comply with the Brazilian Forest Code.

Through the Climate Smart Cattle Ranching initiative, Naturevest and the Nature Conservancy provide an innovative business model for cattle ranchers to adopt more sustainable and efficient practices. The initiative will establish a “New Company” to provide loans and technical assistance to ranchers on the condition that they adopt Embrapa’s Good Agricultural Practices and comply with Brazil´s Forest Code.

Rather than land titles, traceable livestock will serve as guarantees to secure loans, using the newest monitoring technology to trace animal ownership.

The New Company will also work collectively with beef producers to ensure consistent and standardized supply of meat. It will then provide them with a unified voice to negotiate better terms and prices for their high quality, traceable, deforestation-free beef.

Path Forward

Restored pastures using sustainable techniques could see a 95% reduction in emissions intensity.

The proponents aim to formally launch the New Company by March 2018 and kick off operations by the second half of 2018. The Nature Conservancy has already implemented a similar sustainable cattle project by working with local producers in the state of Pará, which has some of the highest deforestation rates in Brazil. The New Company plans to co-invest in 30 rural properties in the next two years, and scale up to 100 properties by 2022, covering potentially 300 thousand hectares and mobilizing USD 205 million in the state of Pará alone. Once the model is proven, the New Company would implement the same strategy in other critical regions of the Amazon suffering from cattle-related deforestation using a franchise system approach.

To establish the New Company and launch the program, the initiative will need to raise an estimated USD 65 million from: grants by private foundations, concessional capital from multilateral development banks, and equity from private investors. As the concept is proven and investor risk reduced, the New Company will pledge receivables generated from these purchase contracts to a Receivables Fund (FIDC), providing a risk return profile that will attract more commercial investors.

This replication strategy can rapidly contribute to a substantial increase in deforestation-free beef supply, helping Brazil to meet its goals to restore up to 12 million hectares of forests and 15 million hectares of degraded pastures by 2030.


Contexto

O Brasil é o maior produtor e segundo maior exportador de carne bovina do mundo. A pecuária é responsável por 90% do desmatamento recente no país, e conta com aproximadamente 75% das emissões de gases de efeito estufa que contribuem para a mudança do clima. Além disso, quase todo o gado é produzido em pastagens degradadas e de forma extensiva no Brasil, o que faz da pecuária uma atividade bastante ineficiente.

Práticas de pecuária sustentável trazem benefícios tanto ambientais como econômicos: a criação bovina em pastagens restauradas pode eliminar pressão sobre o desmatamento, aumentar a produtividade da atividade e produzir carne de melhor qualidade. No entanto, a maioria dos pecuaristas na Amazônia não implementam técnicas sustentáveis pois não possuem o capital e conhecimento necessário para tanto, além de ainda estarem no processo para obtenção da titularidade da terra, que serviria como colateral para empréstimos rurais.

Estratégia

O instrumento Climate Smart Cattle Ranching irá oferecer assistência técnica e financeira para pecuaristas que cumprirem com as regras do Código Florestal Brasileiro, visando aumentar a oferta de carne livre de desmatamento da região amazônica.

Através da iniciativa Climate Smart Cattle Ranching, a Naturevest e a Nature Conservancy oferecem um modelo de negócios inovador para pecuaristas adotarem práticas mais sustentáveis e eficientes. A iniciativa irá estabelecer uma “Nova Companhia” que oferecerá recursos para investimentos com assistência técnica para pecuaristas, com a condição de que estes adotem as Boas Práticas Agropecuárias da Embrapa e cumpram com as condições do Código Florestal Brasileiro.

Ao invés de titularidade da terra, rebanhos rastreáveis servirão como garantia para assegurar os empréstimos, através de novas tecnologias que permitem rastrear a propriedade dos animais.

A Nova Companhia também irá trabalhar coletivamente com pecuaristas para garantir fornecimento contínuo e consistente de carne. Em seguida, a Nova Companhia também irá negociar melhores termos e valores para uma carne de alta qualidade, livre de desmatamento.

Próximos passos

Pastos restaurados que fazem uso de técnicas sustentáveis podem reduzir em 95% a intensidade de emissões de gases efeito estufa.

Os proponentes almejam lançar formalmente a Nova Companhia em março de 2018, e começar as operações no segundo semestre do mesmo ano. A Nature Conservancy já implementa um projeto similar de pecuária sustentável no Pará, em uma região com uma das taxas de desmatamento mais altas do Brasil. A Nova Companhia tem como objetivo co-investir em 30 propriedades rurais nos próximos dois anos, e em até 100 propriedades até 2022, cobrindo aproximadamente 300 mil hectares e mobilizando U$ 205 milhões apenas no Pará. Uma vez que o modelo for provado, a Nova Companhia iria implementar a mesma estratégia em outras regiões com alto desmatamento na Amazônia, através de um modelo de franquia.

Para estabelecer a Nova Companhia e lançar o programa, essa iniciativa precisará levantar aproximadamente U$ 65 milhões, dos quais uma pequena parte em de doações de fundações privadas, recursos a taxas subsidiadas oriundos de bancos de desenvolvimento, e participação acionária de investidores privados. Ao fazer vendas junto às redes de varejo, a Nova Companhia poderá fazer o penhor destes recebíveis utilizando a estrutura de um FIDC e, desta forma, poderá obter recursos a taxas mais competitivas de investidores que tenham apetite para ativos com risco e retornos mais baixos.

Essa estratégia de replicação pode rapidamente contribuir para um aumento substancial na oferta de carne livre de desmatamento, ajudando o Brasil a atingir o objetivo de restaurar 12 milhões de hectares em florestas, e 15 milhões de hectares em pastagens degradadas até 2030.

Cover image courtesy of Kelly Sato, via Creative Commons